
No primeiro semestre de 2023, o Amazonas teve uma redução de 5,3% no número de mortes violentas em todo o estado. Em todo o país, a queda foi de 3,4% no número de assassinatos no mesmo período. Os dados são do Monitor da Violência do portal G1, divulgados nesta quinta-feira (17/08). Este é o segundo ano consecutivo que o Estado apresenta queda no segmento.
De acordo com os dados do levantamento, de janeiro a junho deste ano, ocorreram 646 mortes violentas no Amazonas. Em 2022, foram registradas 682 ocorrências do tipo. Em 2021, o Estado acumulou 715 casos do tipo. As Mortes Violentas Intencionais incluem homicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte, por exemplo. Em todo o país, foram registradas 19,7 mil ocorrências do tipo nos seis primeiros meses deste ano.
Segundo o titular da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), General Carlos Alberto Mansur, os dados do Monitor da Violência do G1 reforçam o empenho das Forças de Segurança do Estado e o investimento no setor, uma determinação do Governador Wilson Lima.
“Essa redução é fruto de um trabalho de integração entre as Forças de Segurança, do emprego de tecnologia e também do trabalho da rede de inteligência que nós estamos utilizando. E, logicamente, da parceria com o Governo Federal, que é muito importante nessa luta, nesse combate ao crime”, destacou o secretário.
Prisão de homicidas
De acordo com o coordenador do Centro Integrado de Estatística de Segurança Pública (CIESP), Major Rouget Britto, as maiores reduções em 2023 foram nos casos de homicídio e latrocínio.
“Trabalhando com o semestre, de janeiro a junho, temos a redução de 7% nos homicídios no Amazonas, uma redução de 33% nos latrocínios e uma redução total de 7% no número de mortes violentas intencionais. Os números apresentam o percentual mais elevado de prisão de homicidas em 2023”, destacou o coordenador.
Perfil e motivações
No Amazonas, conforme os dados do CIESP, a maior parte das vítimas de Mortes Violentas Intencionais são homens entre 20 e 24 anos de idade. Para cada vítima de morte violenta, é identificado um histórico de vida e cerca de 70% têm histórico criminal, com passagem pelo sistema prisional, respondendo a processos no Tribunal de Justiça ou com boletim de ocorrência em desfavor.
Conforme a Nota Técnica nº 003 CIESP/SEAGI, e fundamentado em dados objetivos com a participação de técnicos da Delegacia de Homicídios, Peritos Criminais e Gestores de Estatística, o CIESP padroniza a possível motivação dos crimes violentos intencionais. Na capital, no último trimestre, aproximadamente 77% das mortes violentas intencionais têm relação com ações de organizações criminosas relacionadas ao tráfico de drogas.
Os outros percentuais se vinculam a questões de conflitos interpessoais, como brigas e discussões, questões passionais, rixas e vinganças pessoais.
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