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O Muro de Berlim do Oriente Médio: Enquanto o Irã Sangra, o Mundo Escolhe o Silêncio

Ativistas iranianos criticam o regime no Conselho de Segurança da ONU

17/01/2026 às 02h42
Por: Redação
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O Muro de Berlim do Oriente Médio: Enquanto o Irã Sangra, o Mundo Escolhe o Silêncio

O ano virou, mas para o povo iraniano, o calendário parou em 28 de dezembro de 2025 — o dia em que o medo finalmente perdeu para a fome e a fúria. O que começou como um protesto contra a inflação e o colapso da moeda transformou-se, nas primeiras semanas de 2026, na maior insurreição popular desde a Revolução de 1979.

Os números são frios, mas o cenário é de terror: estimativas de ONGs apontam para milhares de mortos, enquanto Teerã impõe um blecaute digital para esconder o massacre. Contudo, mais perturbador que a violência dos Guardas Revolucionários é o silêncio calculado que ecoa dos gabinetes progressistas do Ocidente.

O "Choque" Burocrático de Guterres

António Guterres, Secretário-Geral da ONU, disse estar "chocado" com o uso excessivo de força. Mas no léxico diplomático de 2026, estar "chocado" tornou-se um eufemismo para a inação.

Enquanto franco-atiradores miram em jovens nas ruas de Isfahan, a ONU pede "moderação de ambos os lados". Essa falsa equivalência moral — que coloca adolescentes armados de pedras no mesmo patamar de um exército teocrático — é o combustível que permite ao regime continuar matando. Notas de repúdio não blindam corpos contra balas de fuzil, e o "profundo pesar" de Guterres não devolve os filhos às mães iranianas.

A Esquerda e a Cegueira Seletiva

Há uma dissonância cognitiva gritante em parte da liderança progressista global. Líderes que, com razão, mobilizam multidões por causas sociais no Ocidente, subitamente perdem a voz quando o opressor veste um turbante e recita slogans anti-americanos.

Onde estão as hashtags? Onde estão os protestos em frente às embaixadas iranianas? O feminismo que ignora a mulher iraniana — espancada até a morte por mostrar o cabelo — não é feminismo; é política de conveniência. Ao tratar o regime dos Aiatolás com luvas de pelica em nome de um "anti-imperialismo" obsoleto, parte da esquerda global trai os próprios valores de liberdade que jura defender.

O Confronto na ONU: "Vocês Estão Diante de um ISIS no Poder"

Foi preciso uma mulher de 1,60m para dizer na cara do Conselho de Segurança o que o mundo evita sussurrar. Em 15 de janeiro de 2026, a ativista Masih Alinejad quebrou o protocolo e a polidez diplomática em Nova York.

Convidada a discursar, Alinejad não leu apenas um papel; ela lançou um ataque frontal. Olhando diretamente nos olhos do embaixador do regime iraniano — sentado a poucos metros dela — ela disparou:

"Vocês tentaram me matar três vezes. Qual é o meu crime? Apenas ecoar a voz das pessoas inocentes que vocês matam."

Alinejad desmontou a narrativa de reforma. Para ela, negociar com Teerã agora é assinar sentenças de morte. "A República Islâmica se comporta como o ISIS, e deve ser tratada como o ISIS", afirmou, alertando que a hesitação do Ocidente transformará prisões em massa em execuções em massa.

Ela chamou este momento de "O Muro de Berlim" da nossa era. Uma linha moral foi traçada na areia.

O Veredito

A história não será gentil com a neutralidade de 2026. O povo iraniano, sozinho e desarmado, está fazendo o trabalho que a diplomacia internacional falhou em fazer por quarenta anos.

Enquanto Guterres emite notas e a esquerda debate geopolítica de café, o futuro do Oriente Médio está sendo decidido no asfalto manchado de sangue de Teerã. A pergunta que Masih Alinejad deixou flutuando no ar condicionado da ONU permanece sem resposta: "Por que vocês têm tanto medo desse regime, quando o povo nas ruas já perdeu o medo de morrer?"

Os ativistas iranianos de direitos humanos Masih Alinejad e Ahmad Batebi prestaram um depoimento impactante no Conselho de Segurança das Nações Unidas, expondo assassinatos em massa, repressão e abusos sistemáticos cometidos pela República Islâmica do Irã. Eles pediram uma ação internacional urgente, destacando as atrocidades contra manifestantes e alertando que o silêncio diplomático permite a brutalidade do regime. Seus depoimentos ressaltam a escalada da crise e a necessidade de justiça. 

Masih Alinejad e Ahmad Batebi condenam assassinatos em massa no Irã na ONU

“A República Islâmica deve ser tratada como o Estado Islâmico” — Testemunhas da ONU depõem sobre o Irã

"Este regime... não pode ser reformado. Deixe-me ser bem claro: a República Islâmica se comporta como o ISIS e deve ser tratada como o ISIS", disse o ativista iraniano exilado Masih Alinejad ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, referindo-se ao Estado Islâmico.

Ela foi convidada pelos Estados Unidos para discursar perante o organismo mundial, que incluía um representante do Irã.

"É assim que se podem salvar vidas", acrescentou Alinejad, que, segundo um júri num caso federal do ano passado, foi alvo de assassinos a mando da República Islâmica.

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