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Justiça Condenação

Responsável por incêndio em lotérica é condenado a 97 anos

Justiça acolhe denúncia do MPAM contra homem de 63 anos

10/06/2025 às 13h13 Atualizada em 10/06/2025 às 13h44
Por: Redação Fonte: MPAM
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Texto: Vanessa Adna Foto: Marcus Phillipe/TJAM
Texto: Vanessa Adna Foto: Marcus Phillipe/TJAM

Crime ocorreu em agosto de 2022, quando o homem ateou fogo em casa lotérica, ocasionando três mortes.

Responsável por um incêndio em lotérica que ocasionou três mortes, em 2022, um homem foi condenado pela 2º Vara do Tribunal do Júri a 97 anos de prisão em regime fechado, após denúncia do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM). A condenação a Luís Domingo Siso, de 63 anos, acolheu integralmente a denúncia do parquet, por crimes de triplo homicídio duplamente qualificado e tentativa de homicídio.

O julgamento foi encerrado na noite desta segunda-feira (09/06), no Fórum Ministro Henoch Reis. A sentença foi decidida por júri popular, cuja duração foi de dez horas.

Os crimes foram cometidos em 16 de agosto de 2022, quando o homem, natural da Venezuela, ateou fogo em uma casa lotérica localizada no Mercado Municipal Adolpho Lisboa, no Centro.

O episódio, motivado por um desentendimento durante atendimento na loteria, resultou em três vítimas fatais: os funcionários da lotérica Stefani do Nascimento Lima, Carlos Henrique da Silva Pontes e Henison Diego da Silva Mota, que estavam trabalhando no momento do ataque. Uma quarta vítima, Andrielen Mota de Assis, sobreviveu ao incêndio criminoso e atuou como testemunha do caso.

Denúncia

O MPAM apresentou denúncia pelos crimes de triplo homicídio, agravante do uso de fogo e exposição ao perigo comum (quando, além das vítimas, mais pessoas são colocadas em risco), impossibilidade de defesa das vítimas, tentativa de homicídio e incêndio cometido em edifício destinado a uso público.

O promotor responsável, Márcio Pereira de Mello, titular da 105º Promotoria de Justiça, se disse satisfeito com a condenação pelo júri popular e a atuação do MPAM no desfecho do caso. “O Ministério Público atua em defesa da vida e da sociedade, cada julgamento é um campo de combate pela Justiça. Nesse caso, o Tribunal do Povo deu uma resposta proporcional à esse bárbaro crime”, declarou.

Texto: Vanessa Adna

Foto: Marcus Phillipe/TJAM

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