
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), com apoio da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), prendeu, Amarildo Maia de Araújo Júnior, 34, por matar a própria sogra, Maria Leila Mata de Freitas, 50, e jogar o corpo da vítima dentro de um tonel.
Em coletiva de imprensa realizada na sede da DEHS, o delegado-geral adjunto da PC-AM, Guilherme Torres, disse que se trata de um crime hediondo, em que um genro matou a própria sogra. Ele também parabenizou a equipe da DEHS que elucidou o caso em 24 horas.
“É importante frisar que já são mais de 270 prisões da DEHS envolvendo homicídios. Isso é a resposta que os policiais civis dão à população. Agradeço, também, o apoio da 29ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), da PMAM, que teve papel imprescindível para a resolução do caso”, disse.
De acordo com a delegada Deborah Barreiros, adjunta da unidade policial especializada, a vítima desapareceu no dia 29 de novembro, quando saiu de casa para encontrar o genro e a sua neta, na qual ela costumava cuidar.
“Ao chegar na casa do homem, Maria Leila perguntou a Amarildo se ele tinha uma certa quantia em dinheiro para emprestar à ela, pois ela iria ficar com a neta até o término do expediente de trabalho dele. Ele ficou revoltado pois acreditava que a vítima não devia ter cobrado para cuidar da própria neta, pois ela também cuidava dos seus outros netos”, informou.

Ainda conforme a delegada, no entender de Amarildo, a vítima fazia uma diferença com a filha dele, por ela ser pessoa com autismo. Na ocasião, ele foi trabalhar, mas, logo em seguida, voltou à residência e imobilizou a vítima com um golpe de “gravata” e a matou asfixiada, sem dar a ela o direito de defesa.
“Ele teve a ideia de colocar o corpo dela dentro de uma espécie de camburão de água, que ficava dentro do banheiro da casa dela, e deixou nas dependências da casa. Quando a filha da vítima chegou do trabalho, perguntou pela mãe e ele disse que não sabia onde ela estava”, pontuou.
Deborah destacou, ainda, que os outros familiares da vítima também o questionaram sobre o paradeiro dela e ele ainda saiu em busca da sogra, como se nada tivesse acontecido.
“No dia seguinte, ele foi até o tonel onde estava o corpo da vítima, encheu de entulho e resto de obras, chamou um frete e levou o corpo para um terreno abandonado, próximo do bairro Distrito Industrial II, zona leste. O corpo dela foi localizado por um catador de recicláveis no dia seguinte”, contou.
Ainda segundo a delegada, Amarildo se sentiu pressionado pela esposa e familiares, tentou fugir, e foi contido por populares. Naquele momento uma viatura da 29ª Cicom passava pelo local, avistou a situação e conteve a população, ocasião que Amarildo confessou o crime para evitar de ser linchado e então ele foi conduzido até a delegacia pelos policiais militares.
Procedimentos
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