
Em pronunciamento nesta quarta-feira (30), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) destacou duas novidades no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a descriminalização das drogas para consumo pessoal. O parlamentar elogiou o voto do ministro Cristiano Zanin, que foi contrário à matéria, e celebrou o pedido de vista do ministro André Mendonça, que tem o prazo de 90 dias para se manifestar. O placar da ação está 5 a 1 pela descriminalização:
— Finalmente, nós tivemos duas grandes boas notícias depois da crescente mobilização da sociedade civil organizada contra a descriminalização do porte de maconha — porque esse é o objetivo, quando se fala em droga, fica assim uma amplitude. Maconha, esse é o interesse de quem quer tocar nesse assunto, de quem quer legislar. É descriminalizar a maconha e, consequentemente, o tráfico de pequenas quantidades de droga, em curso lá no STF, porque esta Casa já decidiu, por duas vezes, que a tolerância é zero.
Girão também ressaltou que o ministro Luís Roberto Barroso deveria ter se declarado suspeito ou impedido para julgar a matéria, já que fez palestras no exterior a favor da legalização da maconha.
O parlamentar pontuou que o Congresso Nacional tem 90 dias para aprovar, nas duas Casas, uma PEC que consiga “restabelecer a prerrogativa de legislar pela terceira vez sobre a lei de drogas”.
— Continuamos trabalhando para a interrupção definitiva desse julgamento no STF, que invade a competência exclusiva do Congresso Nacional, único poder republicano — nós fomos eleitos para isto — com a prerrogativa de legislar. É, portanto, fundamental que esta Casa se levante, como ficou evidenciado na sessão de debates realizada no dia 17 de agosto, com a presença de muitos senadores aqui, incluindo o presidente Rodrigo Pacheco, aprovando rapidamente essa PEC, que pode salvar o Brasil de uma tragédia humana sem precedentes.
Senado Federal Damares cobra implementação de cadastro de predadores sexuais
Senado Federal Magno Malta pede urgência para projeto que regulamenta ensino domiciliar
Senado Federal Sessão solene aponta evolução do Corpo de Bombeiros do DF em 170 anos Mín. 24° Máx. 33°