
O senador Eduardo Girão (Novo-CE), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (7), criticou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e cobrou a instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar operações envolvendo o Banco Master. O parlamentar afirmou que há omissão na análise de pedidos já apresentados e defendeu a atuação do Senado na apuração de supostas irregularidades.
—O presidente Davi Alcolumbre tem duas alternativas para, pelo menos, amenizar isso, que é abrindo a CPI do Banco Master ou CPMI do Banco Master. Ambas têm recorde de assinatura de parlamentares. Uma delas, que é da minha autoria, tem 53 senadores que assinaram. De 81, 53 assinaram — afirmou.
O senador também questionou decisões do STF relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023. Citou o caso do empresário catarinenseAlcides Hahn, condenado pela Primeira Turma do STF. Girão afirmou que há irregularidades no processo e criticou a atuação de ministros da Corte e da Procuradoria Geral da República (PGR).
— Ele foi condenado, esse senhor, a 14 anos de prisão em regime fechado, pelos seguintes crimes: abolição violenta do Estado de direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio e associação criminosa.E qual foi o gravíssimo acontecimento que gerou essa calamidade? O empresário, ajudou com um pix de R$ 500 para o fretamento de um ônibus de Santa Catarina para Brasília, para as manifestações do dia 8 de janeiro. Ele próprio não viajou, ele apenas colaborou para que pessoas exercessem o seu direito à manifestação— disse.
Girão mencionou reportagens e levantamentos sobre decisões judiciais supostamente irregulares e evolução patrimonial de autoridades. Ele defendeu maior transparência e apuração dos fatos.
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