
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria oito varas federais nos estados do Amazonas e do Mato Grosso do Sul para ampliar o acesso à Justiça nessas localidades e entorno. A proposta será enviada ao Senado.
De autoria do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Projeto de Lei 6359/25 foi aprovado com parecer favorável do relator, deputado Dagoberto Nogueira (PSDB-MS).
Segundo o relator, a medida vai auxiliar no combate ao crime organizado transnacional e na ampliação do acesso à Justiça. "O projeto é essencial ao fortalecimento da segurança pública e ao combate ao crime organizado transnacional, especialmente nas fronteiras do Mato Grosso do Sul com Paraguai e Bolívia, regiões que respondem pelos maiores índices de apreensão de drogas e armas do país", disse Nogueira.
O Mato Grosso do Sul faz parte do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF 3) e terá novas varas federais nas cidades de Bonito, Corumbá, Ponta Porã, Naviraí, Três Lagoas e Dourados. Já o Amazonas faz parte do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF 1) e terá varas federais nas cidades de Tefé e Humaitá.
Nos dois estados, em todas as varas federais haverá a criação de cargos efetivos de analista e técnico judiciário e ainda de cargos em comissão e funções comissionadas, totalizando 302 cargos autorizados.
Principais demandas
O presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, argumenta que a região amazônica tem despertado atenção internacional e que o crescimento de problemas estruturais, sociais, ambientais e políticos da região aumenta também a demanda por soluções no Judiciário a fim de resolver conflitos fundiários, sobretudo em territórios protegidos (reservas ambientais e de povos originários) "diante da crescente pressão econômica de garimpeiros, grileiros e madeireiros”.
Em relação ao Mato Grosso do Sul, ao lado de problemas ambientais e latifundiários, a região se destaca por crescimento econômico na última década, o que atrai grandes empreendimentos, além de apresentar regiões de fronteira nas quais também o tráfico de drogas tem crescido.
“Diante do cenário de expansão do estado, é indispensável que a Justiça Federal se prepare para o aumento previsto da demanda, especialmente em matérias previdenciárias, ambientais e alfandegária”, ressaltou o ministro presidente do STJ.
Impacto orçamentário
Embora não apresente o impacto orçamentário na proposta, o STJ reforça que a implantação dos novos juízos ocorrerá conforme necessidades de serviço e disponibilidade de recursos orçamentários, começando em 2026 segundo o anexo da Lei Orçamentária.
Esse anexo prevê despesa adicional de R$ 7,6 milhões em 2026 com 102 cargos dos 302 previstos. A despesa anualizada, ou seja, ao longo de um ano completo, será de R$ 15 milhões.
Mais informações em instantes
Câmara Plenário da Câmara pode votar projetos sobre segurança pública, saúde e direitos das mulheres
Câmara Comissão de Constituição e Justiça aprova projeto que impede que assassino receba herança de outros membros da família
Câmara Câmara aprova regime de urgência para 12 projetos
Câmara Deputados analisam projeto que garante atestado para funcionário que acompanhar criança doente; acompanhe
Câmara Câmara aprova projeto que garante atestado para funcionário que acompanhar criança doente
Câmara Medida provisória cria financiamento para entregadores comprarem motos e bicicletas elétricas Mín. 23° Máx. 32°