
O projeto prevê a produção de 12 novos murais, em continuidade à proposta de transformar o cotidiano urbano por meio da arte

FOTO: Divulgação/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e Mauro Neto/Secom
A quinta edição do projeto Parintins Galeria Cidade Aberta, lançada na sexta-feira (20/03), em Parintins (distante a 369 quilômetros de Manaus), chega com expectativas renovadas para quem participa diretamente do movimento artístivo, promovida pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.
Integrando o Circuito da Cultura 2026, dentro da agenda do 59º Festival Folclórico de Parintins, o Parintins Galeria Cidade Aberto foi oficialmente aberto durante a visita do governador Wilson Lima à Ilha Tupinambarana para o anúncio de ações no município, na sexta-feira.
O projeto tem ampliado seu impacto ao longo dos anos ao transformar espaços urbanos em galerias a céu aberto e abrir oportunidades para artistas urbanos da região.
O secretário de Estado de Cultura e Economia Criativa, Caio André, destacou que o lançamento do Festival de Parintins não é apenas um evento, é o marco de um trabalho histórico do Governo do Estado para realizar o maior festival de todos os tempos.
“Nossa programação foi desenhada com precisão. Nossa gestão entende que a arte transborda a arena; por isso, projetos como o ‘Parintins Galeria Cidade Aberta’ são fundamentais. Estamos transformando a cidade em um museu vivo, onde a ancestralidade encontra a modernidade, garantindo que o festival pulse em cada mural e em cada coração parintinense”, explicou Caio André.
Ao todo, a edição de 2026 prevê a produção de 12 novos murais, dando continuidade à proposta de transformar o cotidiano urbano por meio da arte. A curadoria do projeto destaca que a iniciativa vai além da estética, promovendo reflexões sobre ancestralidade, identidade e pertencimento, além de incentivar a ocupação dos espaços públicos de forma criativa.

FOTO: Divulgação/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e Mauro Neto/Secom
Para o artista Denis Amoedo, que acompanha o projeto desde as primeiras edições, a expectativa é de continuidade de um trabalho que já deixou marcas importantes na cidade. Segundo ele, a iniciativa inovou na forma de pensar a arte urbana em Parintins e contribuiu diretamente para fortalecer a produção cultural local.
“Participar de uma iniciativa que modifica o espaço comum gera um sentimento de propósito. É gratificante ver como o design estratégico e a arte pode transformar locais, antes comuns, em espaço de identidade e orgulho coletivo, tornando a cidade uma galeria a céu aberto”, explicou.
A artista Kamy Wará avalia que iniciativas como o projeto têm papel importante no fortalecimento da cena cultural da cidade. Segundo ela, a proposta amplia a visibilidade de artistas locais, incentiva novas produções e ajuda a construir uma identidade cultural mais conectada às vivências e histórias da região amazônica.

FOTO: Divulgação/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e Mauro Neto/Secom
“Participar de uma iniciativa que transforma o espaço humano é entender que a arte tem um papel muito ativo na sociedade. É muito potente ver como a gente produz, que podemos ressignificar lugares e provocar reflexões que aproximam mais as pessoas”, disse.
Inspiração para novas gerações
Entre os artistas envolvidos, há também a percepção de que o projeto influencia diretamente o surgimento de novos talentos. Andrew Viana avalia que transformar a cidade em uma grande galeria de arte urbana contribui para inspirar crianças e jovens que sonham em seguir carreira artística.
Segundo ele, ver muros antes vazios se tornarem obras de arte gera sentimento de valorização e reconhecimento para quem produz, além de ampliar a visibilidade da arte local para além de Parintins.


“A arte sempre vai influenciar, tanto como sentimento como profissional. Na nossa cidade desde criança, temos o sonho de ser artistas e transformar nossa cidade numa galeria de arte. O projeto vai influenciar a nova geração”, projetou.
Troca de experiências e crescimento coletivo
A artista Day Cruz, que participa do projeto desde a segunda edição, afirma que a iniciativa também funciona como um espaço de aprendizado e intercâmbio entre diferentes gerações de artistas. Nesta edição, ela participa assinando um mural pela primeira vez, após experiências anteriores como assistente de muralista.
Segundo Day, a convivência entre artistas com técnicas e trajetórias distintas fortalece a produção cultural local e incentiva novas pessoas a se envolverem com a arte urbana.

FOTO: Divulgação/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e Mauro Neto/Secom
“O Galeria Cidade Aberta possibilita a troca de experiências entre artistas de diferentes gerações, com diferentes técnicas e traços, essa troca é uma oportunidade muito importante que impacta a produção local e também estimula para que novos artistas participem e se encontrem na arte urbana”, destacou.
Homenagem que preserva memória
A edição de 2026 traz como destaque a homenagem ao artista visual parintinense Evanil Maciel, reconhecido como um dos precursores da arte urbana na cidade.
Para os artistas, reconhecer trajetórias como a dele é uma forma de preservar a memória cultural e valorizar quem ajudou a construir o cenário artístico local. A homenagem também é vista como um gesto de inspiração para quem está começando na área.
“É uma homenagem mais do que justa, o Mestre Evanil é um artista brilhante, tive oportunidade de participar de uma oficina sua e pouco tempo depois ele me fez o convite de colaborar para a organização da exposição em homenagem aos seus 70 anos de trajetória, ele é um artista de muita humildade que merece todas as homenagens”, explicou a artista Day Cruz.
Como política pública, o projeto reforça o compromisso do Governo do Amazonas com o fortalecimento da cultura e da economia criativa, promovendo a valorização dos artistas locais e a ocupação qualificada dos espaços urbanos.
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