
O senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu, em pronunciamento nesta segunda-feira (7), que a ideologia política, partidária e interesses pessoais não devem se sobrepor aos interesses da população na hora de distribuir os recursos das emendas parlamentares.
O senador ressaltou que distribui as emendas parlamentares a que têm direito todos os 497 municípios gaúchos, "independentemente de lado político ou ideológico". Ele lembrou que observa as particularidades de cada localidade ao definir a destinação de recursos.
— Encaminhei para o estado [Rio Grande do Sul], só no Senado, R$ 225 milhões em emendas, que foram destinadas a centros de saúde, hospitais, rede de água, esgoto, máquinas agrícolas, estradas, escolas, quadra de esporte, casas — relatou.
Em 2023, Paim disse que priorizou 70 municípios gaúchos com comunidades quilombolas para destinar R$ 500 mil para ações de desenvolvimento sustentável local integrado, infraestrutura viária urbana e estruturação da rede de serviços do Sistema Único de Assistência Social (SUS).
— Aí me perguntam: Como é que, para o quilombola, lá no interior do estado, você vai dar 500 mil? E como é que vai ser usado? Vai ser usado via prefeitura. Não é Pix não. Não tem Pix para essa entidade, ou para aquela entidade, seja branco, seja negro, seja índio, seja sindicato, seja associação. Não, é tudo via Caixa Econômica Federal, fiscalizado pela Caixa Econômica Federal, cada etapa em que é usada essa quantia corresponde às emendas, nessa visão de atender a todos. Adotamos esse sistema. Nunca tive nenhum problema. Felizmente, os municípios têm usado de forma correta as emendas parlamentares — concluiu.
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