
As doenças crônicas não transmissíveis e os transtornos de saúde mental devem gerar um impacto econômico superior a US$ 7,3 trilhões na América do Sul até 2050, somando perdas de produtividade e custos com saúde. O dado consta na página 5 do relatório “Uma grande tempestade no horizonte”, divulgado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Segundo o documento, esse valor equivale a todo o Produto Interno Bruto (PIB) anual da América Latina e do Caribe, configurando-se como uma emergência econômica e de saúde.
O relatório alerta que o impacto econômico dessas doenças não se limita ao sistema de saúde. Conforme o estudo, ainda na página 5, as perdas de produtividade decorrentes de incapacidades, afastamentos e mortes prematuras agravam ainda mais a carga econômica.
Além disso, o documento destaca, na página 15, que a crescente prevalência das doenças crônicas e dos transtornos mentais exige respostas urgentes em políticas públicas. Reforça também que a adoção de medidas preventivas e de atenção integral à saúde mental e às doenças crônicas não transmissíveis é essencial para reduzir perdas futuras.
Para o fundador e principal executivo do Latin American Quality Institute (LAQI), Daniel Maximilian da Costa, o mundo empresarial também sofre os efeitos dessas doenças. Ele ressalta que investir em programas de prevenção, saúde ocupacional e suporte psicológico não é apenas uma responsabilidade social, mas também uma necessidade para as empresas.
“É fundamental que as organizações acompanhem de perto a saúde mental de seus colaboradores. Investir em bem-estar emocional não é apenas uma questão de cuidado com as pessoas, mas também uma estratégia inteligente para manter a produtividade, reduzir afastamentos e fortalecer a cultura organizacional. Funcionários saudáveis e apoiados têm mais engajamento, criatividade e capacidade de enfrentar desafios, beneficiando tanto o time quanto os resultados da empresa”, conclui.
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