

O Centro Cultural Palácio Rio Negro comemora, na quinta-feira (28/08), 28 anos de funcionamento como Centro Cultural. Tombado como patrimônio histórico e referência arquitetônica da capital amazonense, o espaço celebra a data com uma programação gratuita que une memória, arte e cidadania, reafirmando seu papel como ponto de encontro entre passado e presente.
O espaço cultural é mantido pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, localizado na avenida Sete de Setembro, 1546, Centro, zona sul de Manaus.
Ícone da história amazonense
Construído em 1903 pelo exportador de borracha Karl Waldemar Scholz, o então Palacete Scholz refletia a opulência do ciclo da borracha. Após o declínio econômico, o espaço passou por diferentes proprietários até ser adquirido pelo Governo do Amazonas em 1918, transformando-se na sede oficial do executivo estadual.
Durante décadas, governadores residiam e despacharam no prédio, que só em 1995 deixou de exercer essa função política. Dois anos depois, em 28 de agosto de 1997, o Palácio Rio Negro foi oficialmente transformado em Centro Cultural, tornando-se palco de exposições, mostras artísticas e eventos que integram a memória e a produção cultural local.
“Mais do que uma construção imponente, o Palácio Rio Negro simboliza a identidade de Manaus. Ele conecta gerações e promove a valorização da nossa história por meio da arte”, afirmam os curadores da exposição que marca a celebração.
Programação especial
Para marcar a data, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa preparou uma agenda que se estende das 9h às 16h, envolvendo diferentes públicos e linguagens artísticas.
A exposição “Manaus: Legado Histórico e Cultural”, com curadoria de Marcinha Fernandes, Ricardo Balby e Selma Carvalho, apresenta a mostra fotográfica com 30 obras inéditas que retratam o patrimônio arquitetônico e simbólico da capital amazonense. Mais do que registros visuais, as imagens buscam provocar reflexões sobre a importância da preservação da memória coletiva de Manaus.
Nas visitas guiadas e bate-papo com curadores, os estudantes da rede pública terão a oportunidade de conhecer a história do Palácio e interagir com os idealizadores da exposição, em um espaço de aprendizado e troca de saberes.
O projeto “É Hora de Brincar”, promovido pelo Setor de Arte e Educação da Secretaria de Cultura, será realizada nos jardins do Palácio, com atividades lúdicas voltadas a crianças e famílias.
O grupo vocal Madrigal do Amazonas se apresenta às 13h no Salão Nobre, levando ao público um repertório que alia erudição e tradição, reforçando o caráter artístico do espaço.
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