
FOTO: Divulgação
Neste fim de semana, o Cine Tela Preta, mostra dedicada a exibição de obras audiovisuais realizadas por artistas pretos da Amazônia e de outras regiões do País, apresenta os filmes “Márcia Antonelli das Palavras à Sobrevivência”, de Mariellen Kuma; “Médiuns: Mulheres trans e sua busca ancestral nos terreiros afro-brasileiros”, de Isa Donjie; e “Minha Avó Era Palhaço”, de Mariana Gabriel; no Centro de Artes Integradas da Amazônia (Caia), localizado na avenida Constantino Nery, 2660, Chapada. A entrada é gratuita.
Realizado pela Casa Barravento, com apoio do Caia, o projeto tem como proposta ampliar o acesso à produção audiovisual preta e criar um espaço de troca, reconhecimento e valorização das narrativas negras no cinema. A iniciativa foi contemplada pela Lei Paulo Gustavo, por meio do Governo do Amazonas, via Conselho Estadual de Cultura do Amazonas e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.
“A curadoria privilegia obras autorais e independentes que abordam temas como ancestralidade, território, identidade, espiritualidade e resistência”, afirma Jean Palladino, diretor da Casa Barravento junto com Francine Marie.


Programação
Na sexta-feira (25/07), a partir das 19h, tem “Márcia Antonelli das Palavras à Sobrevivência”, de Mariellen Kuma; e “Médiuns: Mulheres trans e sua busca ancestral nos terreiros afro-brasileiros”, de Isa Donjie. As duas diretoras são do Amazonas.
“Márcia Antonelli: Das Palavras à Sobrevivência” conta sobre a trajetória da escritora trans manauara Márcia Antonelli, entre a força de sua literatura e os desafios da sobrevivência nas ruas do centro histórico de Manaus.
“Médiuns: Mulheres trans e sua busca ancestral nos terreiros afro-brasileiros” é um documentário que acompanha as trajetórias de mulheres trans em terreiros de candomblé e umbanda na cidade de Manaus. Através de relatos íntimos, a obra audiovisual explora a relação entre identidade de gênero, espiritualidade e pertencimento no contexto das religiões afro-brasileiras.
Em meio a experiências de acolhimento e resistência, o documentário também traz a contribuição de um babalorixá, que compartilha sua visão sobre o papel das lideranças religiosas no acolhimento de pessoas trans dentro dos terreiros. Sua fala é um convite à escuta, ao respeito e à responsabilidade coletiva dentro das casas de axé.
A obra convida à reflexão sobre como os corpos trans transitam e se afirmam em espaços sagrados historicamente marcados por hierarquias e silenciamentos, mas também por possibilidades de cura, reconstrução e memória ancestral.


No sábado, às 19h, tem o documentário “Minha Avó Era Palhaço”, de Mariana Gabriel, de São Paulo, que, em 52 minutos, exibe a trajetória artística da primeira palhaça negra do Brasil, Maria Eliza Alves dos Reis, conhecida como palhaço Xamego e a grande atração do Circo Guarany, no início da década de 40.
Mais informações sobre o Cine Tela Preta no perfil da Casa Barravento no Instagram (@barravento.cultural)
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