
Transformar um hobby em negócio próprio é uma tendência crescente entre quem busca mais autonomia e realização profissional. A taxa de empreendedorismo no país atingiu o maior nível nos últimos quatro anos, saltando de 31,6% para 33,4% em 2024, segundo o Monitor Global de Empreendedorismo (Global Entrepreneurship Monitor – GEM 2024), elaborado, no Brasil, pelo Sebrae em parceria com a Associação Nacional de Estudos e Pesquisas em Empreendedorismo (Anegepe).
Para Lívia Cortinóvis, fundadora da Corartte — marca especializada em peças decorativas personalizadas — e especialista em empreendedorismo criativo, esse processo vai além do talento ou da paixão. “Transformar uma atividade de interesse pessoal em um negócio exige planejamento, organização e uma mudança de mentalidade”, afirma.
A empreendedora explica que, embora pareça uma transição natural, o início de um negócio baseado em um hobby demanda estratégia e preparação. Para quem está começando, Lívia compartilha quatro diretrizes que considera fundamentais para estruturar esse processo de forma mais eficiente:
1. Iniciar com os recursos disponíveis
De acordo com Lívia, não é necessário ter grandes investimentos, espaço físico ou equipe no início. “Muitos negócios começam com recursos limitados, mas com uma boa ideia e vontade de aprender. Esperar o momento perfeito pode adiar demais o começo”, afirma.
2. Estruturar-se para crescimento seguro
A especialista destaca que a falta de organização é um dos principais obstáculos para quem empreende a partir de um hobby. “Além da criatividade, é preciso organizar o negócio desde o início: manter controle financeiro, ter planejamento e não se perder durante o crescimento”, pontua.
3. Divulgar com autenticidade e constância
Segundo Lívia, estratégias de marketing simples e consistentes são mais eficazes do que campanhas elaboradas quando se está começando. “Use o celular, registre seu processo, compartilhe sua rotina. Mostrar os bastidores cria conexão com o público e influencia diretamente nas vendas”, orienta.
4. Confiar no processo gradual
Para a empreendedora, o mais importante é começar, mesmo que de forma simples. “Não é preciso ter tudo pronto para dar o primeiro passo. O negócio vai se formando com o tempo. O importante é persistir”, conclui.
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