

O espetáculo Ancestrais, idealizado pela professora, produtora cultural e multiartista Cléia Alves, segue para o encerramento de sua temporada nos dias 29 e 30 de maio no Teatro da Instalação, localizado na rua Frei José dos Inocentes, s/n, Centro, zona sul de Manaus, com início às 19 horas.
O evento terá roda de conversa após as apresentações, com mediação no dia 29 de maio, com a arte educadora Bianca Alencar, e dia 30 com a artista e mestra da dança Francis Baiardi. Os dois dias serão com entrada gratuita.
A obra teve sua estreia no dia 27 de abril, no Quilombo do Barranco de São Benedito, no bairro Praça 14, zona sul, juntamente com os Festejos de São Benedito a convite da Associação das Crioulas do Quilombo do Barranco de São Benedito.
Após as apresentações, o espetáculo passou pelo Quilombo de Serpa, em Itacoatiara (distante 176 quilômetros de Manaus), no dia 11 de maio; na Escola Estadual Cacilda Braule Pinto, no bairro Coroado, zona leste de Manaus, no dia 14 de maio e Escola de Artes e Turismo da Universidade Estadual do Amazonas (UEA) no último dia 20.
Para o Teatro da Instalação, as apresentações terão a participação do Grupo Cultural Afroameríndio Malungo Dudu nos dois dias, tocando seus tambores ancestrais.
O espetáculo Ancestrais foi pensado para o Teatro com uma iluminação, cenário e sonoplastia de forma sensível e integrada para criar uma atmosfera poética que conecta o público emocionalmente com a narrativa.
“Essa combinação leva o público a uma experiência imersiva, onde a dança é mais que movimento, é memória viva, evocação e celebração de quem veio antes”, destaca Cléia Alves.
Segundo a coreógrafa e intérprete a proposta do espetáculo é levar à reflexão sobre as identidades, ancestralidades, pertencimento e afirmação étnica, por isso pensou também na roda de conversa após a apresentação do espetáculo como forma de escuta, troca e partilha de saberes.
Escolha pela temática “Ancestrais”
A pesquisa em dança surgiu da necessidade de responder artisticamente a um contexto social marcado por retrocessos e violências. O trabalho de Cléia Alves como uma artista que utiliza expressões culturais afro-brasileiras e indígenas, como a capoeira, o samba, o maracatu, o boi-bumbá e a dança dos orixás, vem propor reflexões profundas sobre identidade, ancestralidade e resistência.
A inclusão de textos, poesias, percussão e cantos das religiões de matriz africana amplia essa experiência sensorial e espiritual, convidando o público a se reconectar com as raízes e os legados do povo negro e dos povos originários do Brasil.
O evento tem apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, além do Quilombo do Barranco de São Benedito, Quilombo de Serpa Itacoatiara, Universidade Estadual do Amazonas (UEA) e Escola Estadual Cacilda Braule Pinto.
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