
Foto: Mauro Neto/Secom
O segundo Curral do Boi Garantido, no Ensaio dos Bumbás, foi de exaltação aos povos originários, reunindo centenas de amantes do bumbá vermelho e branco no Centro de Convenções Professor Gilberto Mestrinho – Sambódromo, na noite de sábado (19/04), Dia dos Povos Indígenas.
O Ensaio dos Bumbás, realizado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, é promovido pelo Movimento Amigos do Garantido (MAG), apresentou o tema “A Noite dos Povos Indígenas – A Resposta Somos Nós”, com a participação de grandes nomes do boi do coração na testa.
Comandado por Carlos Batata, PA Chaves e Leonardo Castelo, o trio que abriu o espetáculo relembrou as toadas clássicas do Garantido e também as toadas de 2025 que já caíram no gosto da torcida perreché e que teve participação especial do cantor Wesley Nery.

Foto: Mauro Neto/Secom
Durante o evento, foi destacado o apoio à assinatura do Projeto de Lei e Iniciativa Popular (PLIP) para a campanha Amazônia de Pé, com a meta de arrecadar 1,5 milhão de assinaturas físicas de eleições para levar ao Congresso Nacional para votação. O objetivo: frear as queimadas, a grilagem e o desmatamento da floresta amazônica.
Com a entrada da segunda parte da apresentação, iniciando com Israel Paulain e a toada “Eldorado” (1997), caiu sobre o Sambódromo a chuva. No entanto, a toada “Garantido é Pressão” fez uma galera mostrar todo o amor pelo boi do povão.
Israel exaltou o Dia dos Povos Indígenas e após a apresentação reforçou a importância dos dados. “A gente precisa entender que esse dado não é só para comemorar, é para refletir. É um sentimento de respeito e nós entendemos a história da nossa Amazônia, do nosso Brasil, que os povos originários fazem parte disso. E o Boi Garantido canta a nossa Amazônia há muitos anos”, disse.

Foto: Mauro Neto/Secom
Davi Assayag abriu sua apresentação com a toada “Xamã Bahsese”, chamando para a evolução o pajé Adriano Paketá, que debaixo da chuva, mostrou um pouco do que vai apresentar na Arena do Bumbódromo nos dias 27,28 e 29 de junho no Festival de Parintins.
“Uma noite bem bacana, com muitos rituais e lendas, em homenagens aos nossos irmãos”, declarou o levantador de toadas David Assayag.
O ápice do momento foi o aparecimento do boi de pano, na arquibancada, ao som da toada “Décima oitava evolução”, que evoluiu e se “teletransportou” para o palco, que deu continuidade ao show.
A pequena Ianayra, indígena da etnia Sateré-Mawé, emocionou-se o público ao cantar a toada “Olhar de Curumim”, declamando um verdadeiro manifesto de resistência dos povos indígenas e denunciando o genocídio promovido pela colonização.


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