
A 2ª Secretaria da Câmara dos Deputados entregou nesta quarta-feira (10) o Prêmio Zilda Arns de 2024, em reconhecimento a pessoas e instituições que contribuíram ativamente para a defesa dos direitos das pessoas idosas. A premiação consiste em um diploma de menção honrosa, concedido anualmente a até cinco homenageados, cujos nomes são decididos em votação pelos deputados. A cerimônia foi realizada no Salão Nobre da Câmara.
Receberam o prêmio:
Em 2023, um dos homenageados foi o Papa Francisco.
A 2ª secretária da Câmara, deputada Maria do Rosário (PT-RS), afirmou que os agraciados com o prêmio representam um conjunto de iniciativas no Brasil que seguem o mesmo princípio de Zilda Arns de cuidado com o próximo.
“Saudamos a conquista de mais vivermos, a conquista da longevidade, que oportuniza uma expectativa de vida maior e que deve ser também uma expectativa de vida melhor”, destacou a deputada. “É preciso, no entanto, que a escuta dos idosos seja assegurada. É preciso que as limitações, que muitas vezes vão se impondo pela ausência de cuidados, deixem de existir”, acrescentou.
Para o deputado Pedro Aihara (PRD-MG), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, o prêmio é a materialização de um trabalho que vem sendo feito e desenvolvido pelos agraciados ao longo de toda uma vida.
“Além destes momentos que vocês estão vivenciando aqui agora, que são de reconhecimento, de celebração e de glória, existiram, em quantidade infinitamente maior, momentos de abnegação, de sacrifício, de dor e de dificuldades em que desafios foram superados. É por isso que a gente precisa dar esse reconhecimento”, disse Aihara.
Emocionada, uma das homenageadas, Nilza Soares Santos, da Casa de Maria, relatou o que representa para ela atuar no trabalho solidário há 53 anos. “Deus me escolheu, me curou de uma tuberculose, para eu cuidar, ser a voz dos meus irmãos que moram no aglomerado, pobres, favelados, com fome, e a fome material foi exatamente o que meu deu esse impulso. Há 53 anos eu venho fazendo esse trabalho”, disse.
O prêmio
Criado em setembro de 2017, o prêmio homenageia a médica pediatra Zilda Arns Neumann, nascida em Forquilhinha (SC), em 1934. Zilda Arns atuou em causas humanitárias e sanitaristas e foi uma das fundadoras da Pastoral da Criança, vinculada à Igreja Católica. Morreu em 12 de janeiro de 2010, durante o terremoto que atingiu a capital do Haiti, Porto Príncipe.
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