
Com apresentações musicais, literatura de cordel e roupas típicas, o Senado promoveu sessão especial nesta sexta-feira (5) para comemorar o Dia Nacional do Quadrilheiro Junino, comemorado anualmente no dia 27 de junho ( Lei 12.390, de 2011 ). A sessão destacou a luta das quadrilhas como manifestação cultural e lembrou a função social das entidades juninas.
A homenagem atende a requerimento ( RQS 1.129/2023 ) do senador Izalci Lucas (PSDB-DF), que também presidiu os trabalhos. Na abertura do evento, Izalci definiu as festas juninas como a celebração da “alegria de ser brasileiro” e sintetizou a história dos eventos nos quais a quadrilha, de origem francesa, tornou-se popular e mesclou-se a influências portuguesas, indígenas e africanas. Ele enalteceu a atuação dos grupos de quadrilha como atração central das festividades.
— Os grupos viajam, se apresentam e concorrem em festivais espalhados por todo o Brasil. Na capital federal, vários grupos já colecionam títulos no circuito brasileiro e no circuito local, além de apresentações na Europa e em outros países da América e da Ásia.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) lembrou que, em sua infância, as festas juninas sinalizavam alegria e esperança. Ela cumprimentou as quadrilhas juninas do Distrito Federal, “as melhores do mundo”, e definiu as festividades como a manifestação cultural mais inclusiva do folclore brasileiro.
— Eu tenho meninos e meninas que encontram a inclusão numa quadrilha, eu tenho meninos e meninas que encontram na quadrilha a socialização. É isso que vocês estão fazendo — disse Damares aos quadrilheiros.
No mesmo sentido, o presidente da União Junina, Jonivaldo Pereira do Nascimento, destacou a missão social das quadrilhas.
— Os pais, os tios e os avós chegam até mim agradecidos: “nossa, depois que meu filho veio brincar com vocês, se tornou mais responsável, mais obediente, educado”. Só nós, liderança, sabemos o trabalho, o valor e a importância que temos na vida de cada pessoa — resumiu.
O presidente da Liga Independente de Quadrilhas Juninas do Distrito Federal, Márcio Nunes Pinto, sublinhou a luta e o amor que motivam os quadrilheiros a proporcionar um espetáculo cada vez melhor, ainda que lhes falte reconhecimento. Ele espera que a sessão especial sirva para despertar mais atenção das autoridades para o movimento junino.
— É o maior movimento cultural do país. Temos o carnaval […], mas as quadrilhas, por tempo, por quantidade no Brasil, é o maior. São mais de 11 meses ensaiando, se dedicando.
Entre outros pronunciamentos, Robson Vilela Eiras, presidente da Federação de Quadrilhas Juninas do DF, lamentou que o movimento viva “de pires na mão” e saudou os parlamentares engajados no apoio aos quadrilheiros. O presidente da Associação dos Forrozeiros do DF (Asforró), Marques Celio Rodrigues Almeida, também cobrou mais políticas públicas para o setor e associou a projeção nacional das quadrilhas ao apoio a uma cultura que traz “frutos, dignidade e caminho” para os jovens. Patrese Ricardo da Silva Mendes, presidente do Projeto Giro Cultural no DF, e José Pereira da Silva, presidente de honra da Confederação Brasileira de Entidades de Quadrilhas Juninas (Confebraq), agradeceram a Izalci pelo apoio ao movimento junino ao longo dos anos.






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