
O senador Cleitinho (Republicanos-MG) declarou, em pronunciamento nesta quarta-feira (19), ser contra a proposta de emenda à Constituição (PEC) que concede anistia a partidos políticos que não cumpriram as cotas mínimas de destinação de recursos em razão de sexo ou raça nas eleições de 2022 ( PEC 9/2023 ). O parlamentar ressaltou que o valor pode chegar a R$ 23 bilhões e criticou as legendas. O texto está na Câmara dos Deputados.
— Os partidos, que já têm R$ 5 bilhões este ano para gastar com política, para colocar para prefeito, para vereador, eles têm a cara de pau de pedir anistia de R$ 23 bilhões, porque fizeram coisa errada. O pior de tudo é isso. É o mal uso e o desperdiço o dinheiro público. Sei lá se não desviou o dinheiro com a questão de fundo eleitoral e fundo partidário. Aí tem a cara de pau de se reunir e pedir anistia para partido, e eu vou ficar calado vendo uma situação dessa? Eu espero que os deputados tenham consciência.
Cleitinho também destacou declaração em que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que vai “recolocar o pobre no orçamento do Brasil”. Para o senador, Lula está “dificultando o orçamento do pobre”, porque, segundo ele, a conta de água e luz aumentou no país todo.
O parlamentar aindacriticou a edição de medida provisória que abre a possibilidade de intervenção federal para trocar a empresa de distribuição de energia elétrica do estado do Amazonas, a Amazonas Energia ( MP 1.232/2024 ). Cleitinho ressaltou que o governo federal editou a medida dias depois de a Eletrobras anunciar a venda de 13 termelétricas a gás natural para a Âmbar Energia, empresa do grupo J&F, que pertence aos irmãos Wesley e Joesley Batista.
— Uma empresa falida, que virou dos irmãos Batista, graças ao governo do Lula, vai receber R$ 2 bilhões por ano por causa dessa MP. É brincadeira uma situação dessa? São esses aqui que vão entrar no Orçamento, presidente Lula? Você que fala que defende o povo? Que fala que está com o povo, que vai fazer pelo povo? Um presidente, um prefeito, um governador, um senador, um deputado está aqui é para representar a sua população, e não meia dúzia de pessoas. A gente está aqui pelo coletivo. É para todos, é para defender todos. Então eu queria saber em que dia, em que mês, de verdade, que o pobre vai entrar no Orçamento.
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