Economia Filosofando
O custo oculto do Capital
Uma crítica ao capitalismo
11/02/2026 07h39
Por: Redação
Nancy Fraser


Nancy Fraser levanta uma crítica sofisticada, mas parte de um erro conceitual básico. Ela mistura produção econômica, relações familiares, natureza e funções do Estado como se tudo fosse “custo oculto do capital”. 

Isso é confusão de categorias. Capitalismo, no sentido econômico, é apenas um sistema de trocas voluntárias e cálculo de preços. 

Logo, cuidado doméstico é esfera privada, não produção mercantil não paga. Infraestrutura é função do Estado, não do mercado. Colonialismo é fenômeno histórico anterior ao capitalismo moderno. Exploração de recursos ocorre em qualquer sociedade industrial, inclusive socialistas.

 Quando se coloca tudo isso na conta do capital, a conclusão já vem pronta: o mercado “não cria riqueza”. Isso é basicamente uma visão de soma zero aplicada à economia. 

O problema é que a história mostra o contrário. A renda real, a expectativa de vida e a produtividade cresceram enormemente nos últimos dois séculos. Isso não é redistribuição, é criação líquida de riqueza. A crítica vira filosofia moral, não economia.