O confronto feminino entre francesas, americanas e afins de 2017, foi revivido agora _ onde a bela da tarde,
Catherine Deneuve, na glória dos seus 74 anos, não saiu à francesa da polêmica ao instar a liberdade sexual para combater o chatíssimo politicamente correto do novo manual de regras da humanidade sobre a paquera, onde a internet é o tribunal – e finalmente todos nós usamos nossa fantasia preferida: a toga do juiz _ para julgar sem sair do sofá. Na visão dela e das autoras do artigo no "Le Monde", há uma "onda purificadora", do falso puritanismo e satanização da paquera saudável que atrai homens e mulheres desde os tempos das cavernas.
Claro que, quando ela prega o ‘Direito à Cantada”, aquela barata: “você não está esperando ônibus, mas está no ponto” – não vale! Ponto. Atualmente com 82 anos a Bela da Tarde, Catherine, sustenta sua posição _ não é a favor de assédio, mas defende a atração física imediata entre pessoas _ não vou citar gênero. Pois bem,
do outro lado do ringue 2026, as poderosas do Red Carpet no Globo de Ouro relembraram no palco os protestos visuais, como o "blackout" de 2018, onde atrizes vestiram roupa preta contra o assédio sexual. Chegamos ao Preto! Com calma, porque tudo vira racismo. Mas não posso fugir da reflexão que a cor negra serve aos dois senhores:
é solicitada para luto e luta. Quando se quer elegância e estilo clássico, vão de preto básico. Para falar de protesto e coisas ruins, vão de preto. Para rezar as beatas usam preto. Para satanizar os inquisidores atacam e agridem o preto – vide idade média entre gatos negros e bruxas. Deu errado, “Coisa de Preto” – vaticinou o filósofo contemporâneo e jornalista, Willian Waack e foi demitido. Quer ofertas, vamos de Black Friday – depois fica Black frito, mas tudo bem com as dívidas. Quem guarda os segredos dos aviões, a Caixa Preta. E a coisa ficou tão preta em Hollywood para alguns produtores, que só cantando Caetano para entender ‘... Gargalhadas e lágrimas até irmos para o estúdio...” – não há carrasco sem vítima e entre sussurros e testes de sofá sem dó, o baile vai seguir – e infelizmente pode não mudar, porque existe o porco pedindo o teste pré celebridade, existe o sofá, existe o papel desejado e existem pessoas dispostas – homens e mulheres – propensos a pegar esse papel, se precisar pegar naquilo, e aquilo não ficar só na pegada. Ufa! Entre tantas polêmicas eu caminho ao centro aceitando as dicas da Belle de Jour, Catherine Deneuve, a favor da paquera saudável e contra o assédio sexual como defende o movimento #MeToo. Vou de Humphrey Bogart, no filme Casablanca: “Eu sou a favor da raposa, mas eu entendo o ponto de vista do cão”.