A realidade aumentada (AR), antes vista como recurso futurista, já é uma realidade no varejo brasileiro. Grandes marcas de moda, beleza e decoração começam a adotar aplicativos que permitem aos consumidores experimentar roupas, testar maquiagens ou visualizar móveis em casa antes de comprar.
Essa tendência reflete a busca por experiências de compra mais imersivas e personalizadas. Um estudo da Deloitte mostra que 71% dos consumidores preferem marcas que oferecem experiências digitais interativas. Para o comércio eletrônico, isso significa maior confiança do cliente e redução de devoluções.
No setor de beleza, a Sephora lançou um aplicativo que permite testar tonalidades de maquiagem em tempo real. No segmento de móveis, a Tok&Stok oferece a função de visualizar produtos em ambientes reais por meio da câmera do celular. Esses exemplos mostram que a tecnologia não é exclusiva de grandes players globais — o mercado brasileiro está acompanhando a tendência.
Para empresas, a AR representa mais engajamento e menor taxa de devolução. Para consumidores, significa conveniência e segurança na decisão de compra. O uso da tecnologia também fortalece a fidelidade, já que a experiência se torna memorável.
Especialistas apontam que a realidade aumentada deve se tornar padrão em plataformas de e-commerce até 2027, especialmente com a chegada do 5G, que garante conexões rápidas para experiências em tempo real.
A realidade aumentada está redesenhando o varejo. Mais do que vender produtos, as marcas passam a oferecer experiências imersivas que aproximam o digital do físico, criando uma nova forma de consumo no Brasil.